Líderes e colaboradores mantêm visões diferentes sobre a igualdade no local de trabalho


Reduzir para metade esta diferença de perceção aumentaria os lucros globais em cerca de US$3,7 triliões e reforçaria a ambição e o empowerment dos colaboradores.
Lisboa, 10 de março de 2020: De acordo com o novo estudo da Accenture, existe uma lacuna significativa entre a maneira como líderes e colaboradores veem o progresso em direção à igualdade nas organizações. A redução deste gap traria benefícios substanciais para as empresas e para os seus colaboradores.
Intitulado "Getting to Equal 2020: The Hidden Value of Culture Makers", este novo estudo resulta de uma pesquisa em 28 países e conclui que as organizações se encontram num ponto de inflexão. Grande parte dos colaboradores (77% das mulheres e 67% dos homens) refere que a cultura organizacional é importante no seu local de trabalho e deve ser reforçada, aliando-se à maioria dos líderes (68%) que acredita que uma cultura inclusiva nas organizações é crucial para o sucesso dos seus negócios.
Contudo, apenas um terço dos colaboradores (36%) inquiridos demonstrou sentir-se parte da cultura organizacional da sua empresa, contrastando com dois terços dos líderes (68%) que referiram importar-se com a criação de ambientes, onde as pessoas têm um sentimento de pertença notório. A proporção de colaboradores que não se sente incluída na sua organização é assim assumidamente superior à esperada pelos seus líderes, sendo 10 vezes maior do que a constatada (20% vs 2%, respetivamente).
Quando questionados sobre os fatores determinantes para o sucesso das organizações, apenas uma minoria referiu a diversidade e a cultura organizacional (34% e 21% respetivamente). Por contraste, aproximadamente três quartos dos líderes consideram o desempenho financeiro, o reconhecimento e a qualidade da marca como questões essenciais para a organização (76% e 72%, respetivamente), colocando-os no topo das suas prioridades.
Criar uma cultura de igualdade deve ser prioritário para qualquer negócio. Começa com a crença de que a diversidade não é apenas uma questão importante a considerar, mas um tema fundamental que deve ser tratado da mesma forma que qualquer outra prioridade estratégica”, afirma Julie Sweet, CEO da Accenture. "Quando a cultura organizacional e a igualdade são priorizadas no local de trabalho, gera-se um benefício comum que leva, consequentemente, a um melhor desempenho das organizações, nomeadamente em temáticas de inovação e crescimento."

Reduzir a lacuna, acelerar o progresso
Alinhar as perceções dos líderes e dos colaboradores traria vantagens significativas para todos:  os colaboradores - homens e mulheres - evoluiriam mais rapidamente e as empresas veriam os seus lucros globais aumentados em cerca de US$3,7 triliões.
A redução da lacuna existente para metade possibilitaria:  

 
  • O aumento da proporção de mulheres que se sente como um membro importante da sua equipa, com influência nas decisões, (de 1 em cada 4, para de 1 em cada 3);
  • O aumento da taxa anual de retenção em 5% no caso das mulheres, e em 1% no caso dos homens;
  • O aumento em 21% da proporção de mulheres que pretende alcançar uma posição de liderança na sua organização;
 
As conclusões deste estudo da Accenture são especialmente oportunas para os líderes, uma vez que as expectativas dos colaboradores tendem a aumentar consoante as gerações que entram no mercado de trabalho: 75% da Geração Z demonstrou maior preocupação com a cultura organizacional quando comparada com os Boomers (75% vs. 64%, respetivamente).
"Para eliminar esta lacuna de perceção, é necessário, em primeiro lugar, que os líderes entendam a sua existência", refere Ellyn Shook, Accenture’s Chief Leadership and Human Resources Officer. “É uma oportunidade para os líderes interagirem com as suas equipas, de forma a perceber como se sentem no local de trabalho. Deste modo, e com base no que é mais importante para as pessoas, os líderes podem priorizar e tomar medidas para eliminar esta lacuna, acelerando a verdadeira igualdade para todos.

Culture Makers
Segundo o relatório, existe uma pequena percentagem de líderes comprometidos a construir culturas com base na igualdade, reconhecendo a importância de fatores como transparência salarial, licença familiar e liberdade criativa. Para a Accenture, é muito mais provável que esses Culture Makers se manifestem sobre uma série de questões no local de trabalho, nomeadamente igualdade de género (52% vs. 35% de todos os líderes) e assédio/discriminação sexual (51% vs. 30%). Estes líderes têm maior noção das suas responsabilidades em matérias de igualdade, gerindo organizações com duas vezes maior probabilidade de anunciar publicamente metas para contratar e reter mais mulheres no local de trabalho.

Atingir uma cultura de igualdade
Este estudo da Accenture estabelece ainda etapas para ajudar as organizações a diminuir as lacunas de perceção e impulsionar o progresso em direção a uma cultura mais igualitária, que seja benéfica para todos e que permita que os líderes consolidem as suas estratégias, incorporando as mudanças necessárias.
A pesquisa da Accenture reafirma que Bold Leadership, Comprehensive Action e Empowering Environment são âncoras comprovadas para a criação de uma cultura de igualdade:
  • Bold Leadership - Os líderes devem priorizar a cultura organizacional. Por exemplo, avaliar o progresso em direção a uma cultura de igualdade, definindo e publicando metas; recompensar e reconhecer líderes e equipas. Uma cultura de igualdade começa no topo.
  • Comprehensive Action – Os líderes devem ir além da análise de dados, criando um diálogo significativo e contínuo com os seus colaboradores e considerando reuniões one-to-one ou focus group. A existência de conversas contínuas e em tempo real com os funcionários ajuda a recolher feedback e capacitar a liderança para impulsionar mudanças.
  • Empowering Environment - Incentivar a existência de Culture Makers. Criar oportunidades para assumirem papéis específicos relacionados com a cultura organizacional e encontrar formas de reunir líderes e colaboradores para desenvolverem soluções específicas e exequíveis.
Leia o relatório global em: accenture.com/gettingtoequal

Metodologia
Com base em pesquisas anteriores da Accenture que procuraram perceber as formas de criar uma cultura de igualdade no local de trabalho e os benefícios para organizações e colaboradores, o relatório baseia-se numa pesquisa global com mais de 30 000 profissionais em 28 países; com mais de 1.700 executivos; e um modelo que combina os resultados da pesquisa realizada com colaboradores e com outros dados publicados. A Accenture aproveitou a pesquisa Getting to Equal de 2018 e 2019 para criar novos dados e análises usando três etapas: quantificar a diferença de perceção, medir o impacto da diferença de perceção nos resultados dos colaboradores e medir o impacto de diminuir a diferença de perceção.



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